O desejo não vence aos vinte e nove, por mais que o mercado insista que existe uma data de lançamento e que todo o resto é liquidação. O que acontece é que ele muda de textura: fica mais seletivo, mais lento, bem mais claro sobre o que não quer.
Ler essa mudança como perda é comprar a história de que só vale o corpo novo. Existem peles de quarenta e cinco que só agora estão pedindo em voz alta o que aos vinte não sabiam nomear. Isso não é uma segunda chance: é a primeira vez.
